Durante a festa, o quarteto Erick Jay, RM, Soares e Zulu se reveza de dois em dois nos dois pares de toca-discos montados lado a lado na cabine. No meio do set, breves sessões de scratch e beat juggling dão o charme da apresentação sempre impecável da banca.
Clã Leste Mix Show Party @ Vegas Club
Rua Augusta, 765, centro, São Paulo, SP
Horário: terça, 9 de fevereiro, 23h
Preço: mulher R$ 15 e homem R$ 20
Lista VIP: claleste@gmail.com
Klasse Korreria, para quem ainda não conhece, é um coletivo de rap que representa muito bem a evolução, transformação e força da chamada 'nova escola' do rap. É um grupo democrático, composto por individuos que tem possuem os mesmos ideais, mas mantêm sua individualidade e personalidade, o que é sempre interessante. Somado a tudo isto, está a idéia de usar a internet como sua maior plataforma de divulgação e contato com o público, o que ainda é um pouco raro dentro do contexto do rap nacional. Um dos resultados de se aliar à tecnologia com o objetivo de divulgar o seu trabalho, são as mais de 20.000 exibições do canal do Youtube.Rapevolusom: Quem é o Klasse Korreria?
Vadio: O Klasse Korreria é formado por Vadio, Mr. Pree-mo, R.P, Silah, Green Alien e B-Zero.
Rapevolusom: Agora a pergunta de praxe: Por que ‘Klasse Korreria’?
Vadio: Bom, quando resolvemos criar a banca, eu pensei num nome que aliasse a parada de fazermos parte da classe de quem corre por seu ideal, pelo que acredita e também com a questão de sempre manter a classe no seu corre, no seu dia a dia. Por isso KLASSE KORRERIA.
Rapevolusom: Vocês estão juntos, como um grupo, desde o começo da caminhada ou alguém do KK já teve outro grupo ou uma carreira solo?
Vadio: Então, eu e o R.P tínhamos um grupo antes (Artigo Vadiagem, do qual, em homenagem utilizo o nome VADIO). Devido a um trabalho paralelo conhecemos o Green Alien e a partir daí foi formada a Klasse Korreria.
R.P: É isso que o Vadio disse, começamos no Artigo Vadiagem e desde que se formou o Klasse estamos ai!
Silah: Eu cantava como PRISOULBLACK, fiz parte um grupo chamado Divas que era só rap feminino que acabou em meados de 2005. Fiz voz e violão em Angra dos Reis e em Paraty, já cantei em bandas de Funk e fiz algumas participações como jurada de festivais de musica e rap, (na Toko e em outros lugares, por exemplo). Tenho musicas solo entre Soul/HIP-HOP/R&B. Ainda trabalhando na carreira solo.
Green Alien: Solo, produzindo outros artistas. Mas o destaque maior veio a partir da criação do Klasse Korreria

B-Zero - Quando eu entrei pro Klasse Korreria ainda estava engatinhando. Só tinha um trampo lançado nas ruas, depois que entrei pro Klasse que realmente comecei a andar.
Rapevolusom: Trabalhar junto é sempre bom, mas nem sempre todo mundo concorda com a mesma coisa e de vez em quando rola uma dor de cabeça. Como vocês aprenderam a lidar com a diferença de opiniões e como vocês decidem as coisas que o grupo vai fazer (desde músicas a shows)?
Mr. Pree-Mo. É quente essa idéia, mas eu acho que a gente tem uma boa sintonia, e a gente respeita muito as opiniões que cada um apresenta, a parada é pegar o melhor de cada idéia e fazer uma parada que agrade a todos.
B-Zero: Com meus beats, eu apresento o que tenho se agradar é do Klasse, se não, vendo a quem interesse. Quanto a shows e musicas, eu acho que tem que ser tema livre, sempre. O cara se expressa como quiser, desde que se expresse bem.
R.P: Nós decidimos quase tudo juntos, mas nem sempre todo mundo pode estar presente, quanto a aprender lidar com as diferenças, temos que ter a humildade de dizer que estamos sempre aprendendo, toda e qualquer relação é assim, cada dia eu aprendo mais com meus parceiros, vice-versa.
Rapevolusom: Como vocês dividem as composições? Todo mundo escreve e produz, ou existe uma divisão que define quem faz o que?
Green Alien: Os Mcs Vadio, R. P, Mr.Pree-mo e a Silah escrevem as letras. Green Alien e B-Zero produzem os sons. Eu também faço a parte de filmagem e edições de vídeos e fotos.
Rapevolusom: Através do canal do Youtube KK TV, das participações nas músicas e dos eventos que vocês freqüentam/participam, dá para perceber que existe um bom relacionamento com outros músicos do movimento. Quando vocês começaram, sentiram uma boa receptividade ou as coisas foram melhorando a partir do crescimento e amadurecimento do KK?
Green Alien: Desde sempre tivemos contatos com nomes mais experientes no movimento, e que desde o começo do Klasse sempre incentivaram e deram dicas que ajudaram muito todos do grupo a evoluir. A receptividade foi boa desde sempre, embora sempre tenha aqueles que discordam de tudo, mas isso é normal... (Risos)
Mr.Pree-mo Primeiro de tudo a gente mostra respeito pelos caras, e os cara também vê que a gente é Korreria memo. Eles ouvem a parada, curtem, acho que rola uma sintonia aí também. A receptividade que você vai ter depende do seu som ta ligado? Eu penso isso, se você chegar com um som bom, você vai ter seu respeito. É claro que sempre vai ter alguém que não gosta, mas eu num to nem aí, eu procuro fazer o bang o mais amplo possível. Mas a gente sabe quem vai curtir e quem não vai... (Risos)
B-Zero: Eu vejo que conforme o Klasse emerge nos trampos novos, mais portas se abrem. Antes não esperava produzir os caras que já estão correndo a mó cota, mas hoje já vejo mais chances, devido ao meu nome, juntamente com o do Klasse Korreria vem surgindo no mesmo nível. Em 2006, o B-Zero num era ninguém, hoje em dia, as pessoas me procuram querendo saber dos beats, como fazer pra desenvolver um trampo. Essas coisas só começaram a aparecer depois que o Klasse Korreria também começou a aparecer.
R.P: Desde o começo sempre teve quem nos aceitou bem como aqueles que olhavam com desprezo, mas com o tempo com a formação do Klasse as coisas foram melhorando mesmo e a tendência é melhorar concerteza.
Rapevolusom: De onde surgiram as parcerias com o Markão e com o Rincon?
Green Alien: A parceria com o Markão surgiu através de uma ponte feita pelo Magnus 44 (Dabanditi) que colava com a gente também e sempre estava envolvido nos sons e projetos. Ele fez o convite pro Markão ir ao estúdio em um dia de gravação. Ele curtiu e escreveu a parte dele ali na hora mesmo. Esse dia é o que está registrado no primeiro vídeo do KKTV.
Vadio: Já o Rincon eu conhecia do bairro e tal, morávamos perto. Daí pra rolar os sons foi um pulo, pois há identificação nos trampos e idéias. Só adicionando um ponto sobre o Markão, ele foi uma das pessoas mais centradas e profissionais que conheci. O cara chegou ao estúdio, ouviu o som e fez a parada na hora, sem tempo ruim. Precisamos de muito mais manos como ele no jogo.
R.P: É isso mesmo o Rincon é do mesmo bairro que nós, e o mano representa muito a quebrado e também sua expressão no movimento... Já com o Marcão aprendemos muito, tava até comentando com o Thig Smith que também no estúdio no dia e tal e vimos que o cara é mestre e não tem a expressão que tem a toa né mano!
Rapevolusom: No CD Promo do KK existem participações tanto de Mcs, quanto de cantores e produtores. Como foi trabalhar com tanta gente diferente? Rolou algum choque muito grande de estilos e idéias?
Vadio: Aprendizado é a palavra a se usar aqui. Aprendemos muito com as varias participações que fizemos no longo desses anos, muita coisa levamos pra nós até hoje. Já sobre o choque de idéias, acredito que não houve nada muito grande, pois se rolasse mesmo essa parada, não iriam ter saídos os sons... Né não? (Risos)
Rapevolusom: Subir no palco e se apresentar para pessoas conhecidas e desconhecidas é um ato de coragem. O primeiro show foi muito difícil?
Pree-Mo: O primeiro show foi no CEU Três Lagos, foi da hora aquele dia. Fiquei meio em choque, até errei umas letras lá (risos), mas foi da hora, as garotas curtiram, os caras curtiram. Depois todo mundo falou bem.
Vadio: Ah, é um grande desafio sim, mas quando se trata do seu sonho, sua vida, você enfrenta qualquer coisa. Frio na barriga rola até hoje, até acho bacana, funciono melhor sobre pressão.
R.P: Sim é um ato de coragem sim, da um frio na barriga nervoso e tal, coisas que são normais, quando quer que algo seja bom que de certo,se trata mesmo de sonho e queremos realizá-lo da melhor maneira.
Rapevolusom: As mulheres presentes no rap sejam elas DJs, cantoras ou Mcs, ainda são poucas se comparadas à maioria masculina. Em um evento recente, o KK fez uma apresentação com uma integrante que representava a classe feminina. Quem é ela, como aconteceu a aproximação e ela faz/fará parte da família KK?

Silah: Eu tinha um nome diferente, um músico que me deu esse nome, que são duas notas musicais. Ele escreveu uma musica com esse nome e apresentou ao mestre Cassiano que adorou a idéia e a melodia do nome. Conheci o Vadio a mais ou menos cinco anos quando ele veio me pedir alguns conselhos musicais, fiz uma participação na musica Feeling. Fui morar ano passado em Angra dos Reis, onde cantava Reggae, Soul, MPB, e quando voltei para São Paulo esse ano, recebi convites de algumas bandas, e dentre esses, o Vadio veio com uma proposta diferente junto com o Klasse. Hoje sou mais uma integrante da família Klasse Korreria.
Rapevolusom: O clipe SPSP fez bastante barulho dentro e fora da internet, de quem foi à idéia de produzir um clipe? Por que vocês escolheram SPSP? Como foi o processo de gravação (tempo, edição, local e etc.)
Green Alien: A idéia do som e do clipe saiu de uma conversa que tive com o Vadio, com a intenção de juntar parceiros nossos que sempre ajudaram que tem destaque no movimento e que mostrariam que o rap de SP não está morto, como se escuta falar por outras cidades. ‘SPSP’ resume o espírito do som, grandes MC´s de São Paulo – SP, falando sobre SP, filmados em diversos lugares em SP.
O processo de gravação foi trabalhoso. A proposta foi filmar na ‘quebrada’ de cada rimador, mostrar o seu lado e sua visão de SP. Eu e o Vadio fomos filmar em todos os lugares, nos fim de semana, só de ônibus e metrô, cruzando a cidade 50 vezes por dia... (Risos). Mas valeu a pena, trabalhos assim quando finalizados trazem um grande prazer. A edição ficou por minha conta e a gravação (que na época foi filmado com uma câmera simples, MINIDV) ficou por minha conta. O clipe demorou cerca de 2 meses, entre gravações e edição, para ficar pronto. Os próximos trabalhos de vídeo do grupo já vão estar numa qualidade superior, em HD.
Rapevolusom: Na música “Liga Nóiz” vocês dizem ‘Quem não respeita o passado, desmerece o presente’. Vocês acham geração mais nova do rap (20 e poucos anos) tem demonstrado respeito o bastante pelos caras que começaram em meados dos anos 80 (Thaíde, Edi
Rock, Brown, Xis e etc.)?
Pree-Mo. Essa frase que você citou foi o Sooblime que falou, acho que ele foi bem aí. Eu falo por mim, eu respeito demais esses caras todos, principalmente o Xis, o Vadio é fã desse cara, e me fez ver o Xis tipo como ele vê, os caras falaram mal dele numa época, mas mano, ele tava colaborando demais pro rap, do jeito dele, assim como Racionais sempre fez, e o Thaide também, só que cada um no seu estilo, acho que ele faz moh falta no jogo do rap.
Vadio: È chapa, o Xis tem feito falta mesmo... (Risos). Mas então, a real é que tem muito moleque ai que nem flagra os trampos da antiga, e os que até flagra, não respeita da mesma forma que deveria. Foram esses ai que abriram as portas pra nós, na época que não existia Myspace, Youtube. Esses ai e muitos outros manos que nem conhecemos sofreram com a repressão por viver a parada,por isso que devemos respeitar muito mais. São esses manos que me fizeram a querer cantar...
B-Zero: De minha parte, eu respeito demais os caras que fizeram e até hoje faz barulho no cenário. Nem todos que surgem agora, conseguem fazer tanto barulho igual os caras.
R.P: O respeito tem que prevalecer pra todos que fizeram Rap na antiga e que ainda fazem como os caros mesmo disseram ai, foram eles que sofreram no passado, desde o tempo da São Bento, pro Rap ser o que é hoje.
Rapevolusom: Uma música de vocês diz: ‘Eu me inspiro nos melhores, buscando ser o melhor’. Dá para nomear os caras que vocês acham muito bons?
Green Alien: Influencias são muitas: nacionais, internacionais, do rap, fora do rap, vivos, mortos. Entre os MC´s nacionais que tem qualidade e buscam algo diferenciado também, destacaria o Rincon, Thig, Markão, Gigante, Reviravolta Máfia, Cabal, etc. Na parte de produção, me inspiro muito nos sons de fora do páis, mas também em vários produtores nacionais. Escuto muita musica, de todas vertentes, pra aprender algo ou usar em algum instrumental novo.
Pree-Mo: Jay-Z, Nas BIG, Xis, Rick Ross, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, 50 Cent (quando eu falo do 50, sempre tem alguém pra cornetá ,mas eu ouço mesmo acho da hora vários bang do cara) esses nomes aí eu ouço direto e me influenciam bastante.
Vadio: Vou falar do meu gosto pessoal: Xis, Mano Brown, MV Bill e do Eduardo da Facção Central. Chapo também no Rincon, Thig, DMN, Jacksom, Cabal, Costa a Costa, Sagat, Dabanditti, Emicida... É até complicado falar todos, mas esses são os que vêm à mente agora.
B-Zero: Haha, eu, como produtor, me inspiro nos gringos. Meus beats de maioria é Dirty South, e não temos muitas referencias no Brasil.
R.P: Gosto muito de Rap nacional mesmo, sou fã de Racionais Mcs, Realidade Cruel, G.O.
G,F.C,Consciência Humana e muitos outros também,escuto som gringo,escuto de tudo um pouco,curto muito musica brasileira que ao meu ver é a melhor!
Rapevolusom: A temática das músicas do KK é bem variada e mostra que vocês podem e sabem falar de qualquer assunto; infelizmente o rap nacional ainda não consegue ser tão abrangente. A gente pode dizer que o KK veio quebrar algumas regras da cartilha do rap nacional? É difícil ser um grupo que se destaca pela diferença de comportamento e abrangência da temática musical?
Green Alien: Pode dizer sim, mas não veio sozinho não. São muitos grupos chegando com esse pensamento novo, e que tem tudo pra levantar o movimento de novo. É difícil se destacar dessa maneira sim. O público do rap, em geral, ainda não aceita esse tipo de comportamento. Até o Brown tão criticando por ter saído na capa de uma revista. Mas ao mesmo tempo, é o combustível pra continuar. Porque se tem gente criticando, tem vários outros elogiando, tem gente nova aderindo ao movimento, tem um novo mercado surgindo, e esse é o objetivo.
Pree-Mo: Bom, eu falo de tudo porque eu falo o que eu vejo e vivo no cotidiano... A gente sempre passa um pouco de tudo, quase todas as situações envolvem dinheiro, ou superação de alguma forma e também, eu moro no Brasil, como não vou falar de mulher? Tatirano... (Risos)
R.P: Bom isso de que o Rap tem regra é uma coisa que sinceramente, não sei quem inventou. Se tiver quebrando “num to nem vendo” estamos fazendo um som sincero independente do tema, quanto ao comportamento acho que não é tão diferente assim depende do ponto de vista de cada um. Pra mim não é difícil.
Rapevolusom: Vocês acham que o rap brasileiro ainda tem vergonha de ganhar dinheiro?
Green Alien: Não acredito que seja vergonha, mas sim certo receio. Do tipo ‘se eu fizer tal coisa, o que será que fulano vai achar?’ ‘vou ser considerado vendido e vou perder público’. E não tem essa ,todo mundo tem conta pra pagar, ninguém vive só de amor. E se é possível a gente viver fazendo o que mais gosta, trazendo nem que sejam 4 minutos de diversão e alívio pra uma pessoa, tem coisa melhor pra fazer?
Vadio: Não digo que vergonha, mas tem muita gente que ainda não sabe trabalhar com ele. Se a cadeia dos negócios do rap estiver em nossas mãos, sobre o nosso domínio, podemos gerar muitos empregos, e também ajudar muito mais as pessoas. Não podemos mais depender de esmolas do governo e outras iniciativas, temos que fazer como uma rima do Brown “È nois por nois vagabundo”.
B-Zero: Com Certeza, e não só vergonha, mas ainda acho que falta os caras tratarem o rap como um trabalho, mais um jeito de ganhar dinheiro. Quando os cara colocar na cabeça que se deveria viver de rap nacional assim como muitos vivem só de pagode, forró e qualquer outro estilo musical, acho que ai sim, vai ser bola pra frente.
R.P: Bom se ganhar o seu dinheiro honestamente não, mas c tiver “trambique ou esqueminha” né, ai é osso, seguimento de político safado!
Pree-Mo: Agora acho que isso ta mudando, acho que a partir de 2010 o rap começa a renascer das cinzas.
Rapevolusom: Quais os planos do KK para 2010? Existe um EP/CD/Mix nos planos?
Green Alien: Muita coisa nos planos. Tem projetos como um grupo (ainda não decidimos entre mixtape ou cd oficial), tem a mixtape do Mr.Pree-mo solo saindo do forno, tem a mixtape do Vadio também além de trabalhos da Silah e R.P e mixtape de produções minhas e do B-zero, e sempre vamos divulgar músicas novas pela internet, vídeos de shows, videoclipes, participações em trabalhos de outros grupos, shows, e por aí vai.
Rapevolusom: Muito obrigada pela atenção e pelo tempo de vocês, de coração. Onde podemos achar o KK para ouvir as músicas, trocar uma idéia e conhecer melhor o corre de vocês?
Green Alien: A gente que agradece primeiramente a presença no show em São Caetano, e agora essa oportunidade de falar e mostrar nossas idéias e trabalhos.
Pree-Mo: A gente que agradece a moral aê e de ta ajudando nessa divulgação de certa forma porque pra nós que estamos no começo da caminhada é foda, haha
R.P: Valeu por terem procurado nós logo a após o show na maior humildade e nós agradecemos a força.
Quatro anos e meio após a trágica e destruidora passagem do furacão Katrina pela cidade de Nova Orleans, no sul dos Estados Unidos, o time da cidade, o New Orleans Saints, conquistou o título do Super Bowl. É a primeira vez na história que os Saints são campeões da NFL, a liga profissional de futebol americano.
Na grande decisão, disputada em Miami, os Saints venceram por 31 a 17 o Indianapolis Colts, time de melhor campanha da temporada regular e considerado favorito pela maioria dos especialistas. O grande astro dos Colts e um dos maiores quarterbacks da história do jogo, Peyton Manning, não conseguiu chegar ao segundo Super Bowl de sua carreira - que é marcada por mais números e recordes do que propriamente títulos.
Quando os Saints venciam por 24 a 17, no último período, Manning tinha a bola nas mãos para tentar levar seu time ao empate. A 3min12s do fim da partida, ele foi interceptado por Tracy Porter, que correu 74 jardas para determinar a vitória inédita do time de Nova Orleans.
Esta foi a primeira vez que os Saints chegaram ao Super Bowl e, devido à destruição da cidade em 2005, que comoveu todo o país, a franquia tinha a simpatia de parte do público e até mesmo do presidente dos EUA, Barack Obama.
Via. ESPN- BR
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A rua é NOIZ."

Big Punisher, mais conhecido como Big Pun, nasceu como Christopher Lee Rios, em 10 de Novembro de 1971. O rapper morreu prematuramente em 7 de Fevereiro de 2000. Pun,que nasceu em Porto Rico, emergiu na cena do rap underground no Bronx, no começo dos anos 90. O rapper fez aparições nos álbuns de Raekwon,the Beatnuts e Fat Joe, assinando posteriormente com o selo Loud Records. Big Pun lutou muito com os problemas de peso que enfrentou ao longo de sua vida, sendo vítima de um ataque cardíaco,que o matou em 2000. O rapper deixou mulher e três filhos.Nascido no Bronx, Pun era apreciador de esportes como basquete e boxe. Com cinco anos, Pun quebrou a perna no parque municipal de Manhattan.Com 15 anos de idade, Big Pun largou a escola. No começo dos anos 80, o rapper escreveu suas primeiras letras, formando o grupo "Full-a-Clips", com Triple Seis, Cuban Link e Prospect. Depois de conhecer Fat Joe em 1995, Pun tornou-se cada vez mais associado a ele, fazendo sua estréia no segundo álbum de Joe "Jealous Ones Envy (J.O.E.).
Seu single, "I'm Not a Player", foi um hit na cena underground. O remix da música, agora intitulada, "Still Not a Player", com participação de Fat Joe, foi um enorme sucesso. Seu álbum de estréia "Capital Punishment", foi lançado em 1998, e foi um primeiro álbum de um rapper latino a ganhar um disco de platina. Nessa época, Big Pun se tornou um membro do grupo Terror Squad, um grupo de rappers latinos de Nova York, fundado por Fat Joe.
Big Pun, que também era membro do grupo "Digging in the Crates", ficou um bom tempo lado a lado com Fat Joe vários rapper lendários de Nova York, como Diamond D, Lord Finesse, Big L, e O.C.Devido a problemas com sua perna quebrada e excesso de drogas, sua saúde começou a ficar bastante debilitada. O homem que durante a adolescência praticava esportes, passou a lutar contra problemas de peso por anos. Pun chegou a pesar entre 200 e 300 kg. Embora tivesse ingressado em um Spa na Carolina do Norte, onde perdeu 35 kg, sua saúde permanecia debilitada. Com 28 anos, em 7 de fevereiro de 2000, Big Pun, que pesava na ocasião cerca de 300 kg, morreu, em decorrência de um ataque cardíaco.
Seu segundo álbum, "Yeeeah Baby", já tinha data de lançamento programada antes de sua morte, e chegou as prateleiras em março de 2000. Um segundo álbum póstumo, "Endangered Species", foi lançado em 2001. O trabalho continha os melhores hits, algum materia inédito e versos remixados.
Pun é aclamado até hoje por suas rimas complexas, seu jogo silábico e pelo seu flow incomum, especialmente tratando-se de uma pessoa com seu peso.












